Dom Silvio Maria Dário, nasceu em Pederneiras interior do estado de São Paulo.
No dia da festa da Assunção da Bem Aventurada Virgem Maria em 15 de agosto de 1919.
Filho de Marcelo Dário e Marcelina Dário, lavradores. Dom Silvio é o sétimo de nove irmãos.
Foi ordenado Sacerdote no dia 08 de dezembro de 1944, festa da imaculada conceição, na Catedral de Botucatu sob a imposição das mãos de Dom Frei Luiz Maria de Sant´Ana, o terceiro bispo diocesano.
Com a criação da Diocese de Itapeva em 2 de março de 1968 o Papa Paulo VI, nomeou Dom Silvio como primeiro Bispo Diocesano, tomando posse no dia da padroeira da Diocese, 26 de julho, festa de Sant´Ana.
Dom Silvio ficou doente no dia 18 de março de 1974 sua doença foi diagnosticada pelo Dr. Ulisses, sendo um infarto, ficando hospitalizado em Itapeva. De onde foi transferido para Sorocaba sendo muito bem cuidado por Dom José Melhado Campos do qual dom Silvio era grande amigo.
De novo por necessidade, devido ao seu estado precário de saúde foi transferido para São Paulo onde se submeteu a uma operação do coração, que transcorreu bem, mas infelizmente uma embolia pulmonar o levou, sendo assistido nas últimas horas pelo então bispo auxiliar de São Paulo, Dom Benedito Ulhoa.
Era 1 de maio de 1974. A triste notícia se espalhou rapidamente pela diocese e por todo Estado. O corpo de Dom Silvio veio de São Paulo e foi recebido pelo clero e autoridades no distrito de Taquarivai, daí rumando para a catedral de Itapeva, onde seria velado. Desde a madrugada, uma multidão de pessoas já estavam na catedral, como dia 1 de maio foi feriado não poderia ser feriado o dia seguinte. Então o prefeito de Itapeva, sr. Antônio Cavani pediu ao comercio e as empresas que livremente fechassem suas portas, em sinal de luto, no que foi plenamente obedecido. Itapeva parrou.
A conselho medico dona Marcelina, não pode ir a catedral. Então o corpo de Dom Silvio foi levado até a casa episcopal para que a mãe pudesse despedir do filho bispo, foi um cena dolorosa. Todos choravam. De volta a Catedral houve missa de corpo presente solene presidida pelo Sr. Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, acompanhado de 16 bispo e dezenas de padres de vários lugares.
Veio uma representação do governo do Estado que trouxe a permissão para o corpo ser enterrado na Catedral. Após a missa de corpo presente, uma enorme multidão que enchia a praça Anchieta totalmente, foi levando o caixão, passado por sobre o povo, que carregava o caixão andando.
De volta a catedral houve as orações finais e o sepultamento, ainda num tumulo bem simples, no qual tornou-se em breve um ponto de peregrinação de toda diocese.
Dom José Melhado durante suas exéquias recordou 3 graças que Dom Silvio havia feito a Deus, que por ocasião de sua morte lhe concedestes estas três graças: morrer sem pecado, sem dividas e pobre. Dom Silvio alcançou estas graças, morreu sem pecados, pois se confessou, sem dividas e tão pobre quanto sempre foi.
Hoje 50 anos após sua pascoa, fazemos memoria com carinho de sua história, que é um capitulo a ser lido com muita referência. O qual permanece para sempre na memória e na história de todos nossos diocesanos